No último dia 14 de outubro de 2016, ocorreu mais uma assembleia dos servidores municipais com o objetivo de estabelecer parâmetros de uma disputa sindical livre, transparente e democrática em nossa cidade. Com o teatro Cacilda Becker quase que totalmente tomado por servidores, a disputa foi acirrada pela indicação e eleição de uma junta governativa que vai administrar “em tese” o sindicato e convocar novas eleições num prazo de noventa dias.
Na primeira eleição, a chapa 2 da Oposição Unificada saiu vitoriosa com 51 votos de diferença. Essa vitória foi reconhecida pelo então presidente conforme vídeo comprobatório e publicações em jornais da cidade e região. Forças estranhas aos interesses da categoria criaram versões espatafúrdias e plantaram dúvidas sobre o resultado, e, estranhamente, recorreram do resultado, e, uma vez que a guarda das urnas que estava em posse da diretoria derrotada, anularam o primeiro pleito e continuaram dirigindo o sindicato.
Na segunda eleição ocorreram vários atos de agressões por conta de um forte aparato institucional da central única dos trabalhadores - CUT, determinando pela força o processo eleitoral, inclusive o local das apurações.
Durante a contagem dos votos e num ato de fina corrupção sumiu a urna 22 de dentro de uma sala com mais de 50 pessoas de todas as forças. Ao constatar a fraude os representantes da chapa 2 se retiram do recinto e não reconheceram o resultado por eles proclamado.
Embora tomando posse, a eleição foi anulada mediante forte pressão dos servidores e do ministério público do trabalho.
Na terceira eleição, mesmo diante de um forte aparato judicial e policial, o ministério público do Trabalho que estava monitorando a eleição suspendeu a mesma por conta da constatação de inúmeras fraudes durante o primeiro dia de votação da eleição.
No quarto ato, por decisão judicial a diretoria que vinha conduzindo o processo eleitoral e administrando o sindicato foram destituídos e na vacância assumiu uma junta governativa de comum acordo com a ideologia dos cassados judicialmente e politicamente.
Numa assembleia sem debate e de forma impositiva, foram votadas as propostas de junta governativa indicada pela chapa 1 que obteve 127 votos e a indicação da chapa 2, Oposição Unificada que obtiveram 103 votos, com uma abstenção.
O número poderia significar a vitoria da chapa 1 se não fosse o impedimento de mais de 30 filiados ao sindicato que ficam do lado de fora, e, portanto, impedidos de votarem. A assembleia foi chamada para as 18 horas, numa clássica manobra para justamente inviabilizar a presença de grande parte desses associados da educação, que em condições normais, certamente definiriam novos rumos para a categoria.
Proclamado o resultado, achamos que a chapa 2 teve importante vitória política, pois, mesmo perdendo numericamente a indicação, o sentimento é de ajuste de conta sindical para assegurar a vontade legitima da categoria na próxima disputa.
A presidenta da junta governativa “disse que o processo eleitoral será idôneo, pois, os interesses da categoria não serão subordinados a outros interesses”.
Vamos continuar unidos e organizados, mesmo diante de uma nova conjuntura eleitoral municipal, realizando debates e exigindo que se cumpra a pauta dos servidores, e, na quarta eleição vamos garantir o direito e a vontade dos servidores municipais de uma vez por todas.
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