A atividade agrícola é
fundamental para o País, seja pelo viés econômico ou pelo simples fato de que é
por meio dela que os alimentos chegam às nossas mesas. Quem trabalha diariamente
com a vida no campo sabe que os imprevistos são muitos e que uma das maiores
preocupações diz respeito às perdasde produçãodecorrentes de fatores climáticos.
Cada vez mais vale a máxima de que a agricultura é uma indústria a céu aberto.
Pensando nisso e atento às
mudanças climáticas, o produtor está sendo convidado a
uma nova mentalidade na gestão dos riscos da lavoura. Os mecanismos de proteção
já não podem mais ser analisados com base no histórico de eventos do passado,
mas sim nos riscos que poderão advir no futuro. A cada ano, surgem novos
exemplos de regiões que, embora não tenham apresentado registros recentes de
perdas, sofreram com algum tipo de prejuízo relacionado a fenômenos da natureza.
Diante deste complexo e
imprevisível cenário, ganham cada vez mais espaço os seguros privados
denominados Seguros Agrícolas, que oferecem proteção contra uma ampla gama de
eventos durante todo o ciclo de vida das culturas.
Apesar de ainda distante de
mercados mais desenvolvidos como o dos Estados Unidos,nos últimos anos o
mercado de seguro agrícola brasileiro contou com avanços importantes, que vão
desde a ampliação da oferta com a entrada de novas seguradoras até melhoria dos
produtos oferecidos, não somente em relação à adequação de taxas, mas também na
ampliação dos níveis de cobertura disponibilizados aos produtores.
São diversas opções de produtos e
seguradoras,conforme a cultura e a região de contratação, sendo que as
coberturas podem abranger desde riscos pontuais, como o granizo, por exemplo,
até outras mais completas, que ampliam o rol de riscos cobertos ou até mesmo
conjugam, em uma mesma apólice, as duas principais preocupações do produtor:
clima e oscilações no preço do produto.
Um outro aspecto importante é a possibilidade
de o produtor contar com subsídio governamental para pagamento de parte do
valor do seguro (prêmio). Nacionalmente, isso acontece por meio do Programa de
Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA),podendo representar de 35% a 45% do valor total
da apólice, de acordo com as características do produto e da cultura segurada. Alguns
Estados possuem ainda programas de subvenção que seguem regramento específico e
comumente são complementares ao subsídio federal. Importante registrar que a concessão ou não do
benefício dependerá essencialmente da disponibilidade de recursos dos órgãos governamentais
e também do atendimento, pelo produtor, das regras estabelecidas em cada um dos
programas.
Finalmente, é imprescindível considerar
que o períodode comercialização dos seguros agrícolas acompanha o calendário do
ano-safra. Portanto, você que é agricultor e deseja diminuir os riscos da sua
lavoura, esta é a hora de conhecer melhor os produtos e contratar uma boa
proteção.
*Felipe Michels
Caballero égerente de Produtos da
Corretora de Seguros Sicredi
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