A partir de março, o Diesel B10 será obrigatório em todo o território nacional. Ou seja: a mistura de 10% de Biodiesel ao óleo Diesel, maior do que os 8% e 9% de 2017. Já é sabido que o Diesel B10 será a locomotiva do crescimento da produção de Biodiesel, que deverá ser 31% maior do que no ano anterior e também causará impactos na produção de soja e na geração de empregos.
Segundo os cálculos da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), o B10 significará uma economia de 2,2 bilhões de dólares em divisas internacionais com a substituição do volume equivalente importado de diesel mineral. Além disso, criará cerca de 20 mil novos postos de emprego, uma notícia muito boa em dias de desemprego alto.
O óleo de soja destinado a produção de Biodiesel deve passar de 2,9 milhões de toneladas para 3,7 milhões, aumentando também o processamento da soja que chegará às 43 milhões de toneladas e gerando uma nova demanda de farelo de soja que pode ser usado em diversos setores. Mais uma boa notícia para os produtores.
2018 será mais um ano voltado para a superação de dificuldades e o setor do agronegócio tem de tudo para superá-las. Após uma retração no setor, notícias como essas impulsionam uma recuperação que deverá trazer um crescimento no setor de 1,5% a 2%.
E também não devemos nos esquecer de que 2018 é um ano de eleições, e as bandeiras do setor agrícola, que praticamente carregou o Brasil nas costas com a supersafra em um dos momentos mais difíceis da história do país, têm que ser atendidas e levadas à sério, porque o potencial de crescimento econômico que este setor nos oferece é gigantesco e não podemos desprezá-lo em um momento de recuperação econômica.
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