Amamentar faz bem à saúde física e mental do bebê. Esta afirmação foi confirmada através de um estudo publicado nesta quarta-feira (18/03), que indica que a amamentação aumenta a inteligência da criança. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Pelotas, que acompanhou 3,5 mil recém-nascidos por mais de 30 anos. Como resultado, quem foi amamentado por pelo menos um ano teve quatro pontos a mais de QI e R$ 349 de renda.
O estudo teve início em 1982, com 3.493 participantes, e mostrou que quanto maior a duração do período em que o bebê é amamentado, maior é seu desenvolvimento intelectual até atingir a vida adulta. Além deste benefício, já é conhecido que amamentar protege contra doenças como colesterol, diabetes, obesidade e alergias, por exemplo.
Conforme a pesquisa, no Brasil, os níveis de amamentação são distribuídos de forma homogênea entre diferentes classes sociais, sem distinção de escolaridade e renda. “O papel do Ministério da Saúde com a promoção de campanhas educativas e outras ações desenvolvidas a nível nacional, inclusive com o estímulo a adoção da iniciativa Hospital Amigo da Criança e da criação dos bancos de leite, é fundamental nesse processo. Isso se transforma em algo concreto que é o aumento da prevalência de amamentação no Brasil”, afirmou o pesquisador Bernardo Horta, um dos responsáveis pelo estudo.
Os efeitos benéficos da amamentação, como o impacto direto na inteligência, são explicados pela presença de ácidos-graxos saturados no leite materno, elementos essenciais para o desenvolvimento do cérebro.
Tempo de amamentação - Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde mostra que o tempo médio do período de aleitamento materno no País cresceu um mês e meio: passou de 296 dias, em 1999, para 342 dias, em 2008. O estudo também revelou um aumento do percentual de mulheres que amamentam apenas crianças menores de quatro meses. Em 1999, era de 35%, passando para 51% em 2008.

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