Com umidade do ar a 30%, SP entra em estado de atenção

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Previsão é que índice fique abaixo dos 20% durante a tarde.
Na quarta, umidade chegou a 13%, recorde no ano na cidade.

A cidade de São Paulo entrou em estado de atenção às 10h40 desta quinta-feira (26), devido à baixa umidade. Segundo a Defesa Civil, nesse horário a umidade era de 30% na capital paulista. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a tendência é que esse índice caia mais ao longo do dia e fique abaixo dos 20% - quando é decretado estado de alerta. Desde quinta-feira (19/08), a cidade entra em estado de atenção por causa do tempo seco – em quatro desses dias, a Defesa Civil decretou estado de alerta. Nesse dia, o índice chegou aos 25%. O dia mais seco foi esta quarta (25), com 13%. O recorde de temperatura do inverno também foi registrado: 31,7ºC. No sábado (21) e no domingo (22), o índice caiu a 20%. Na segunda-feira (23) e na terça-feira (24), a umidade foi de apenas 16%. A previsão é que os próximos dias continuem com tempo semelhante - seco e temperaturas altas para o inverno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal a umidade acima de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade cai abaixo dos 30%. Caso fique entre 19% e 12%, é decretado o estado de alerta. Só depois do próximo domingo (29) a situação pode se alterar. A menor umidade já registrada pelo CGE ocorreu em 14 de agosto do ano passado: 10%.

Conseqüência para a saúde
A baixa umidade contribui para a concentração de poluentes, o que piora a qualidade ao ar. A recomendação da Defesa Civil é para que, em dias secos, os paulistanos evitem atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e 17h e não pratiquem exercícios entre as 11h e 15h. A ingestão de bastante líquido é aconselhada. O tempo seco pode provocar dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele; aumento dos riscos de transmissão de doenças respiratórias; aumento do risco de desidratação; garganta seca, voz rouca, inclusive com possibilidade de inflamação da faringe; rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento e maior facilidade de se contrair conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco. O aumento de poluentes também pode causar aumento da pressão arterial e arritmia cardíaca. Por isso, infartos são mais suscetíveis. A Defesa Civil pede para as pessoas não colocarem fogo em terreno baldios e vegetação seca porque, com a baixa umidade, ele pode se espalhar rapidamente.
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