O dilema de Teori

terça-feira, 7 de junho de 2016

Após a Procuradoria Geral da República pedir a prisão e o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a dúvida agora é se o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), fará novamente o cálculo político de julgar o caso somente após a votação final do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em andamento no Congresso Nacional.

No caso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Teori demorou cinco meses para decidir tirá-lo da presidência da Câmara, ainda que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tivesse pedido urgência na análise do assunto. Com isso, o deputado do PMDB conduziu o processo de impedimento de Dilma na Câmara. Sob a alegação de que Cunha continuou tentando atrapalhar as investigações mesmo afastado do comando da Câmara, Janot decidiu, desta vez, pedir a prisão do deputado do Rio.


Em meio ao caos político, os pedidos de prisão de Renan e Eduardo Cunha se somam às solicitações para colocar atrás das grades outros integrantes da cúpula do PMDB: o ex-presidente José Sarney (pedido de prisão domiciliar) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Caberá ao Supremo analisar se manda prender os quatro caciques peemedebistas. 
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