A Santa Casa de Ribeirão Pires, responsável por parte dos servidores que prestam serviços na Saúde Municipal da Estância, passa comunicado entre servidores afirmando que terão redução da carga horária e consequentemente redução salarial de 25% a partir deste mês.
O comunicado da entidade é datado de 13 de julho, e esclarece que a medida se deve a crise econômica que assola o Brasil. Segundo o documento, uma reunião com o sindicato da categoria será chamada “o mais breve possível” para formalizar o acordo.
A Folha procurou os responsáveis da Santa Casa de Ribeirão Pires para explicar e medida e segundo o diretor administrativo Edinaldo Paulo dos Reis, a redução atingirá somente os funcionários do setor administrativo. “Os técnicos serão poupados”, disse Edinaldo, referindo-se aos enfermeiros, técnicos de raio-x, médicos, entre outros.
Conforme Edinaldo, cerca de 40 funcionários serão atingidos pela medido, de um universo de 160 que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Hospital e Maternidade São Lucas, Saúde Mental e algumas Unidades Básicas de Saúde.
A Santa Casa também não informou se os repasses da Prefeitura para a entidade estão em dia. Servidores ouvidos pela Folha disseram haver dívidas por parte da Administração o que teria agravado a crise. A Prefeitura não comentou.
Em junho o prefeito Saulo Benevides (PMDB) também começou a implantar a redução de carga horária e redução de salários na Prefeitura de Ribeirão Pires.
Ao todo foram afetados 200 servidores, entre os quais o prefeito e seu secretariado. O mandatário da Estância chegou a anunciar o atraso no pagamento dos funcionários, mas pagou em dia os estatutários, já os comissionados receberam os vencimentos atrasados. O adiantamento de agosto foi depositado em dia pela prefeita interina Leonice Moura (PSC) no último dia 15.
“Essa medida se faz necessária, considerando o cenário nacional de dificuldades que todas as cidades do país estão enfrentando e esperamos que seja por poucos meses”, disse o prefeito Saulo Benevides aos trabalhadores comissionados durante encontro no mês de junho.
O presidente da Câmara de Vereadores da Estância José Nelson de Barros (PSD) também aderiu aos cortes. Chegou a anunciar que iria cortar em 15% os vencimentos dos trabalhadores comissionados do Legislativo, mas recuou e implantou contenção de gastos em outras áreas e adiou novos investimentos, como a modernização da área de informática e a aquisição de veículos.
O chefe do Legislativo da Estância defende a exoneração ou o corte de 50% nos vencimentos dos comissionados da Prefeitura e revisão de contratos para minimizar a crise enfrentada pela Administração Municipal.

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