UPPs não estão sob ataque ' diz comandante geral da PM do RJ

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Coronel José Luís Castro afirma que ataques à unidades são pontuais. Desde dezembro, favelas pacificadas têm rotina de tiroteios.

Antes da solenidade de posse do novo chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, o comandante geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro, negou que exista crise no processo de pacificação de favelas do estado, nesta segunda-feira (3). Ele descartou que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) estejam sob ataque de traficante e que casos como o da morte da policial militar Alda Rafael Castilho na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas da Penha, no Subúrbio, neste domingo (2), são “ações pontuais”.

A policial morreu após ser baleada na barriga. Outras três pessoas ficaram feridas durante troca de tiros na comunidade. Alda foi mais uma vítima de uma rotina de ataques contra UPPs. Entre dezembro de 2013 a janeiro de 2014 foram mais de 10 ocorrências. José Luís Castro descartou o apoio de tropas federais na favelas do Rio, mas disse que pode reforçar o efetivo de algumas UPPs.

" As UPPs não estão sob ataque, são problemas pontuais. Não há crise. Se for preciso reforçar, a gente vai reforçar. Não vamos recuar", disse o coronel, antes do início da cerimônia de posse do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso.
O comandante ainda definiu o ataque à soldado Alda Rafael Castilho como uma "covardia". Ele reconheceu ainda que áreas de UPPs com confrontos frequentes ficaram por muito tempo sob controle do tráfico.
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