USP faz mais uma tentativa de tirar os estudantes em greve.
Universitários mantém greve desde
terça-feira por eleições diretas para o cargo de reitor. Universitários estão
em greve desde a última terça-feira (1). Eles reivindicam eleições diretas para
o cargo de reitor da universidade. USP (Universidade de São Paulo) cortou a
água e a luz da universidade para tentar afastar estudantes em greve que ocupam
a reitoria da instituição. A informação foi confirmada pelo estudante do curso
de ciências farmacêuticas Raul Santiago Rosa. Os universitários estão em greve
desde a última terça-feira (1). Eles reivindicam eleições diretas para o cargo
de reitor da universidade. Esta não foi a primeira tentativa da
instituição de conter a manifestação. A USP propôs ao
TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) um processo de reintegração
de posse contra a contra a Adusp (Associação dos Docentes da USP), DCE-Livre
USP (Diretório Central dos Estudantes Livres "Alexandre Vannucchi") e
Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo). O Tribunal
por sua vez marcou uma audiência de tentativa de conciliação para a próxima
terça-feira (8), às 14h30. Até o fim desta reportagem a USP não respondeu aos
telefonemas e e-mail enviado pela reportagem para falar sobre o corte de luz e
água. A ocupação: Na terça, os alunos se mobilizaram em uma manifestação diante
da reitoria do campus central na zona oeste de São Paulo. O protesto tinha,
como principal reivindicação, o pedido de eleições diretas para os cargos de
reitor e vice-reitor. A movimentação acontecia simultaneamente a uma reunião do
CO (Comitê Universitário). O órgão decidiu pela modificação do sistema
eleitoral, mas rejeitou o pedido dos estudantes pelas eleições diretas. No fim
da tarde do mesmo dia, os alunos tomaram parte do prédio da reitoria e, em
assembleia, decidiram permanecer no local e dar início a uma greve. A
movimentação recebeu a adesão de outros campi – os estudantes da USP Leste
invadiram o prédio da diretoria para pedir o afastamento do vice-diretor e
diretor interino da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), Edson
Leite, e a regularização das questões ambientais. Professores da USP
(Universidade de São Paulo) Leste entraram em greve nesta quarta-feira (10)
para protestar contra a contaminação do solo do local. O campus foi construído
em um terreno onde anteriormente funcionava um depósito de lixo orgânico, e,
com o tempo, a contaminação do solo começou a causar problemas. Com o tempo, o
lixo pode emitir gás metano. Este gás é tóxico e inflamável, e traz várias
complicações à saúde. O DCE Livre da USP reclama do que classifica como caráter
antidemocrático da universidade. Texto publicado no site da entidade diz que
tanto o reitor, João Grandino Rodas, quanto o governador do Estado, Geraldo
Alckmin, não abriram espaço para o diálogo. “Mais uma vez, o reitor e o
governador demonstram a maneira como enxergam o movimento social, a luta por
democracia na Universidade e as ideias daqueles que se opõem às suas
políticas”, questiona o texto. O grupo informa também que os cursos de ciências
sociais, letras, história, geografia, comunicação e artes, pedagogia,
enfermagem, relações internacionais e a Escola de Artes, Ciências e Humanidades
aderiram à paralisação. E que há indicativo de incorporação à greve das
faculdades de arquitetura e urbanismo, farmácia, matemática e estatística.
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