Evento ocorreu com tranquilidade na Zona Norte de
São Paulo. Desfile teve carros antigos da PM, dos bombeiros e do Exército.
O público
lotou as arquibancadas do Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, para acompanhar na manhã deste sábado
(7) o desfile cívico e militar para celebrar os 191 anos de independência do
Brasil. O evento, que terminou às 11h20, ocorreu com tranquilidade dentro do
Anhembi e não foram registradas manifestações no entorno.
A
apresentação começou por volta das 9h30 e, pouco antes desse horário, ainda
havia pessoas fazendo filas na entrada dos portões. A estimativa da organização
é que cerca e 30 mil pessoas acompanharam o desfile nas arquibancadas. O evento
contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do
prefeito Fernando Haddad (PT).
Além do
Exército Brasileiro e das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e
Civil, alunos de sete escolas estaduais da capital participaram da
apresentação. Ao todo, 8 mil pessoas desfilaram no Anhembi.
O público que acompanhou o desfile ficou surpreso
com os modelos de veículos antigos das polícias civil e militar e do Exército
que passaram pelo Anhembi. Havia Fuscas usados no patrulhamento da PM, veículos
antigos dos bombeiros e do Exército. No meio do público, havia faixas que
pediam a volta dos militares no poder.
Público
assiste ao desfile de 7 de Setembro das arquibancadas
O
deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT) liderou um protesto contra o
governador Geraldo Alckmin durante o desfile. Sentado na arquibancada em frente
ao palanque das autoridades, ele gritou palavras de ordem contra o tucano.
"Cadê o dinheiro do metrô? Cadê o salário da policia? Governador não gosta
de povão, mas gosta de cartel", disse ele. O deputado que coordenada o
movimento Reaja São Paulo puxou vaias e chegou a ser aplaudido. O governador
ouviu as vaias em silêncio.
"A
reivindicação maior do Reaja São Paulo é a atitude em relação aos profissionais
da segurança pública do sistema prisional. Em um segundo momento estamos
mobilizados para pressionar o governo a deixar que se assine as 32 assinaturas
da CPI do Metrô", afirmou o deputado sobre a investigação de cartel em
licitações em São Paulo.
Alckmin
disse que o reajuste da PM, um dos pedidos de major Olímpio, está sendo
discutido e deve sair nos próximos dias. No entanto, ele ressaltou que existem
limitações para o reajuste. "É preciso ter responsabilidade fiscal porque
Orçamento tem limite. Nós fizemos o Orçamento deste ano em 4,5% do PIB e
infelizmente o PIB deve crescer 2%, então há limitações", disse. Ele não
comentou as vaias e outras declarações do deputado.
Segurança
reforçadaA segurança foi reforçada no entorno do Anhembi e o público foi proibido de entrar com objetos perfurantes ou cortantes e outros, como guarda-chuva, garrafas e latas. A PM conduziu revista em todos os portões.
A Polícia
Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) reforçaram seus efetivos neste
sábado, por causa do risco de tumultos durante manifestações na capital
paulista. Pela primeira vez, os policiais trabalharam no Anhembi como se
estivessem cuidando da segurança das pessoas que vão assistir a uma partida de
futebol em um estádio.
“Este ano
é novidade, mas, a pedido do Exército, serão realizadas revistas e buscas
pessoais pela PM nos portões de acesso como num dia de jogo. A medida é
necessária numa situação como essa para evitar protestos violentos”, disse o
comandante da PM no estado de São Paulo, coronel Benedito Roberto Meira.


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