A medida foi anunciada nesta terça-feira dia 3 por
integrantes do Ministério Público e das polícias Civil e Militar, que fazem
parte da comissão especial criada para reprimir atos de vandalismo nos
protestos. A comissão especial criada para reprimir atos de vandalismo nos
protestos do Rio conseguiu na Justiça uma liminar que autoriza policiais a
exigir a identificação de mascarados. E a conduzi-los à delegacia, se julgarem
necessário. A medida foi anunciada nesta terça-feira dia 3 por integrantes do
Ministério Público e das polícias Civil e Militar, que fazem parte da comissão.
A partir de agora, policiais poderão abordar qualquer um que esteja com o rosto
coberto em manifestações. A pessoa terá que retirar a máscara e apresentar
documento com foto. Se o policial considerar que a identificação não é
suficiente, poderá levar o mascarado à delegacia, onde as impressões digitais
dele serão coletadas. “O uso de máscara não foi proibido. Ele pode sim usar,
pode ser solicitada a identificação dele e depois vai ser permitido que ele
volte a usar a máscara. Só que logo depois ele vai encontrar uma segunda
barreira policial que vai exigir o mesmo procedimento: levantar a máscara e se
identificar. Ela vai ser conduzida inúmeras vezes, quantas forem necessárias
para a delegacia”, explica Décio Gomes, promotor de Justiça. Com a ajuda de
vídeos, a comissão identificou os rostos de pelos menos 50 mascarados que
praticaram atos de vandalismo nos últimos protestos. O objetivo agora é
comparar as imagens com as pessoas que forem abordadas. “Isso nos permitirá
fazer uma identificação positiva daqueles que já estão identificados como os
que praticaram os diversos crimes vistos e transmitidos pela própria imprensa”,
afirma Ruchester Marreiros, delegado. De acordo com a decisão da Justiça que
autoriza, em caráter liminar, a identificação civil e criminal de quem estiver
mascarado, todas as abordagens deverão ser filmadas. A presença de mascarados
nos protestos também foi discutida nesta terça na Assembleia Legislativa do
Rio. Alguns deles ocuparam as galerias para acompanhar a votação do projeto que
proíbe a presença de pessoas com os rostos cobertos nas manifestações.

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