Mini reforma eleitoral é aprovada no Senado.
O Senado aprovou na noite desta segunda-feira o projeto de lei que promove uma
minirreforma eleitoral com vistas ao pleito de 2014. O texto sofreu várias
alterações em relação à proposta original – que previa, entre outros pontos, a
possibilidade de irregularidades eleitorais serem quitadas com recursos do
fundo partidário, o fim da prisão para boca de urna e a proibição do
financiamento de campanhas por empresas. Essas modificações, porém, acabaram
rejeitadas. Mesmo sem grandes alterações, o projeto introduz algumas mudanças na
legislação eleitoral, como limitação de gastos com combustíveis a 20% da
receita da campanha, proibição de pintura de muros e uso de cavaletes com
propaganda política em vias públicas e um limite para contratação de cabos
eleitorais (1% do eleitorado em municípios com até 30 000 eleitores, e mais um
cabo eleitoral para cada mil eleitores que excedam esse número em municípios
com eleitorado superior aos 30 000).O texto aprovado pelos senadores mantém a
permissão de doação de empresas ligadas a concessionários de serviços públicos.
Apesar da pressa do autor do projeto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), de
aprovar as novas regras até 5 de outubro de forma que elas já valham nas
eleições do ano que vem, não há consenso sobre diversos pontos na Câmara dos
Deputados, para onde a proposta segue. Concessionárias – A liberação para que
empresas ligadas a concessionárias possam doar foi feita por meio de emenda
pelo senador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), suplente da ministra da Cultura,
Marta Suplicy (PT-SP). O texto veda a concessionários ou permissionários a
transferência de dinheiro para campanhas apenas "quando forem os
responsáveis diretos pela doação". No entanto, com essa redação, o projeto
vai permitir a doação indireta das concessionárias por meio de empresas
acionistas, sócias, ou com razão social diferente da companhia com concessão
pública. Além disso, a emenda da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) que determinou um
limite para a contratação de pessoas por candidato enfrenta o movimento
liderado pelo petista Humberto Costa (PE) pela proibição total de funcionários
para fazer campanha nas ruas. A oposição tem reagido contra a proposta,
afirmando que a proibição ou até a limitação na quantidade de cabos eleitorais
permitidos por candidato beneficia os mais conhecidos, em detrimento dos candidatos
que ainda não firmaram seu nome junto à população. No texto aprovado nesta
segunda pelos senadores está ainda a retomada da autorização para o uso de
imagens externas nas inserções de TV, o que havia sido proibido pelo próprio
Senado em 2006, a fixação de um teto para o aluguel de veículos para trabalhar
no processo eleitoral e a proibição do "envelopamento" de veículos
com propaganda dos candidatos. A proposta fixa a data de 7 de julho como marco
para o início das campanhas eleitorais.
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