O corpo do ex-ministro Luiz Gushiken começou a ser
velado às 7h55 deste sábado (14) no Cemitério do Redentor, no Sumaré, Zona
Oeste da capital paulista. Gushiken
morreu aos 63 anos na noite desta sexta-feira (13) no hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo. O ex-ministro das Comunicações do governo Lula e fazia tratamento
contra câncer no estômago desde 2002 e morreu em decorrência da doença. Por
volta das 8h30, chegou ao local o ex-presidente do PT e deputado federal por
São Paulo José Genoino. Ao deixar o local, minutos depois, ele disse apenas:
"É o silêncio que fala por mim". O senador Eduardo Suplicy (PT-SP)
também passou pelo velório por volta das 8h50.O corpo de Gushiken chegou às
7h20 ao cemitério. O filho Guilherme Gushiken, 30, pediu que a imprensa não
acompanhe o velório dentro da sala. “Ele lutava contra um câncer havia muito
tempo, mas não esperávamos. Passamos a noite em claro, é um momento de muita
dor”, disse. Segundo a assessoria de imprensa do cemitério, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva confirmou presença, bem como ministros e deputados. A
presidente Dilma Rousseff não confirmou presença no velório. O enterro será às
16h.Gushiken foi ministro da Secretaria de Comunicação do governo Luiz Inácio Lula
da Silva Lula. Ele exerceu três mandatos de deputado federal pelo PT
(1987-1990, 1991-1994 e 1995-1999). Durante o período de internação, recebeu no
hospital visitas de integrantes do PT, entre os quais Lula, o presidente do
partido, Rui Falcão, o senador Eduardo Suplicy, deputados e dirigentes
sindicais. Bancário, Gushiken foi fundador e dirigente do PT e da Central Única
dos Trabalhadores (CUT). Exerceu a coordenação de campanhas presidenciais de
Lula e, no ano passado, foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por
falta de provas, da acusação de crime de peculato no julgamento do mensalão. A
absolvição de Gushiken foi pedida pelo então procurador-geral da República,
Roberto Gurgel .O ex-ministro foi acusado de peculato (delito cometido por
servidor contra a administração pública) após depoimento de Henrique Pizzolato ,
ex-diretor de marketing e Comunicação do Banco do Brasil, que disse ter agido a
mando de Gushiken no esquema que teria desviado, entre 2003 e 2004, R$ 73,8
milhões do Fundo de Investimento da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento O
dinheiro seria uma das fontes de recursos públicos do chamado
"valerioduto", esquema pelo qual eram repassados recursos a
parlamentares como pagamento pelo apoio político ao governo Lula em votações no
Congresso, segundo o entendimento dos ministros do Supremo. Gushiken sempre
negou as acusações e, em sua defesa, sustentou que não eram da sua alçada os
recursos do fundo da Visanet. Depois de deixar a Secretaria de Comunicação,
Gushiken passou a ocupar a chefia do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da
Presidência da República, de onde se
demitiu em novembro de 2011.Ele conheceu Lula quando ainda era
secretário-geral do sindicato, na década de 70. Depois, foi presidente nacional
do PT (1988 a 1990) e duas vezes coordenador da campanha de Lula a presidente
(1989 e 1998).
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