Depois de cancelar a
visita de Estado que faria a Washington, a presidente Dilma Rousseff dividirá
nesta terça-feira, 24, a plenária da Assembleia da Organização das Nações
Unidas (ONU) com o americano Barack Obama, principal alvo das críticas que ela
fará em seu discurso de abertura do evento. Dilma pretende usar o encontro para
pedir o estabelecimento de uma governança global sobre a internet, que - ao
menos em tese - impediria sua utilização por serviços de espionagem. A
brasileira apresentará a invasão de privacidade dos cidadãos como uma violação
de direitos humanos. Obama discursará logo depois de Dilma e ainda não está
claro se fará alguma menção ao assunto. Também não se sabe se o americano
assistirá ao pronunciamento no plenário ou na sala VIP onde os líderes se
preparam para entrar no local. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, até
a noite de segunda-feira, 23, a presidente não havia decidido se permaneceria
no plenário para ouvir o discurso do americano. Desde as revelações do
ex-técnico da Agência Nacional de Inteligência (NSA, na sigla em inglês) Edward
Snowden, Obama tenta aplacar o descontentamento de aliados com a promessa de
revisão das atividades de inteligência do país. Em briefing sobre a Assembleia
Geral da ONU, o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Ben Rhodes, afirmou que
o objetivo de Obama é assegurar que as ações sejam focadas em questões como
terrorismo, armas de destruição em massa e problemas relacionados à segurança e
não sejam direcionadas a "amigos" dos Estados Unidos."Eu tenho
certeza de que se esse assunto surgir em Nova York, ele (Obama) terá
comentários nessas linhas", observou Rhodes, depois de observar que a
questão está sendo tratada de maneira bilateral entre os Estados Unidos e
diferentes países, entre os quais o Brasil. Apesar da revisão em andamento,
Rhodes ressaltou que os Estados Unidos não têm intenção de abandonar a
convicção de que o país deve ter uma comunidade de inteligência
"robusta". Rhodes ressaltou que as atividades são importantes não
apenas para a segurança dos Estados Unidos, mas também para a de seus aliados.
"Nós compartilhamos muita (informação de) inteligência para ajudar a
desmontar planos terroristas, ajudar a lidar com questões como armas de
destruição em massa", afirmou.A presidente chegou a Nova York às 6h desta
segunda-feira e passou o dia no hotel finalizando o discurso que fará nesta
terça na abertura da Assembleia Geral da ONU. O texto foi discutido por Dilma
com os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, da Educação,
Aloizio Mercadante e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, além do assessor
especial da Presidência Marco Aurélio Garcia.A viagem que Dilma faria a
Washington no dia 23 de outubro seria a única visita de Estado que Obama
receberia neste ano e a primeira de um presidente brasileiro desde Fernando
Henrique Cardoso. Antes de marcar outra data, a presidente quer receber dos
americanos explicações sobre as ações da NSA no Brasil. Documentos divulgados
por Snowden revelam que espiões americanos monitoraram comunicações de Dilma
com seu principais assessores, algo que a presidente viu como uma violação da
soberania nacional.No início da noite desta segunda, Dilma se reuniu com a
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de quem recebeu apoio à sua posição
crítica à atuação da NSA. "A questão da espionagem afeta a dignidade da
região", declarou Kirchner. "São atitudes que não ajudam a criar uma
boa relação e um bom clima, o que todos queremos."Na quinta-feira, 26, o
ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, poderá se reunir com
o secretário de Estado, John Kerry, para continuar a discussão em torno das
atividades da NSA no Brasil. Na semana retrasada, Figueiredo esteve em
Washington com a conselheira Nacional de Segurança, Susan Rice, em uma conversa
que foi decisiva para o cancelamento da visita.Antes de Kirchner, Dilma recebeu
o ex-presidente Bill Clinton, com quem discutiu as atividades da Clinton Global
Initiative (CGI). A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas,
disse que o teor do discurso Dilma se encontra com Obama hoje.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Depois de cancelar a
visita de Estado que faria a Washington, a presidente Dilma Rousseff dividirá
nesta terça-feira, 24, a plenária da Assembleia da Organização das Nações
Unidas (ONU) com o americano Barack Obama, principal alvo das críticas que ela
fará em seu discurso de abertura do evento. Dilma pretende usar o encontro para
pedir o estabelecimento de uma governança global sobre a internet, que - ao
menos em tese - impediria sua utilização por serviços de espionagem. A
brasileira apresentará a invasão de privacidade dos cidadãos como uma violação
de direitos humanos. Obama discursará logo depois de Dilma e ainda não está
claro se fará alguma menção ao assunto. Também não se sabe se o americano
assistirá ao pronunciamento no plenário ou na sala VIP onde os líderes se
preparam para entrar no local. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, até
a noite de segunda-feira, 23, a presidente não havia decidido se permaneceria
no plenário para ouvir o discurso do americano. Desde as revelações do
ex-técnico da Agência Nacional de Inteligência (NSA, na sigla em inglês) Edward
Snowden, Obama tenta aplacar o descontentamento de aliados com a promessa de
revisão das atividades de inteligência do país. Em briefing sobre a Assembleia
Geral da ONU, o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Ben Rhodes, afirmou que
o objetivo de Obama é assegurar que as ações sejam focadas em questões como
terrorismo, armas de destruição em massa e problemas relacionados à segurança e
não sejam direcionadas a "amigos" dos Estados Unidos."Eu tenho
certeza de que se esse assunto surgir em Nova York, ele (Obama) terá
comentários nessas linhas", observou Rhodes, depois de observar que a
questão está sendo tratada de maneira bilateral entre os Estados Unidos e
diferentes países, entre os quais o Brasil. Apesar da revisão em andamento,
Rhodes ressaltou que os Estados Unidos não têm intenção de abandonar a
convicção de que o país deve ter uma comunidade de inteligência
"robusta". Rhodes ressaltou que as atividades são importantes não
apenas para a segurança dos Estados Unidos, mas também para a de seus aliados.
"Nós compartilhamos muita (informação de) inteligência para ajudar a
desmontar planos terroristas, ajudar a lidar com questões como armas de
destruição em massa", afirmou.A presidente chegou a Nova York às 6h desta
segunda-feira e passou o dia no hotel finalizando o discurso que fará nesta
terça na abertura da Assembleia Geral da ONU. O texto foi discutido por Dilma
com os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, da Educação,
Aloizio Mercadante e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, além do assessor
especial da Presidência Marco Aurélio Garcia.A viagem que Dilma faria a
Washington no dia 23 de outubro seria a única visita de Estado que Obama
receberia neste ano e a primeira de um presidente brasileiro desde Fernando
Henrique Cardoso. Antes de marcar outra data, a presidente quer receber dos
americanos explicações sobre as ações da NSA no Brasil. Documentos divulgados
por Snowden revelam que espiões americanos monitoraram comunicações de Dilma
com seu principais assessores, algo que a presidente viu como uma violação da
soberania nacional.No início da noite desta segunda, Dilma se reuniu com a
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de quem recebeu apoio à sua posição
crítica à atuação da NSA. "A questão da espionagem afeta a dignidade da
região", declarou Kirchner. "São atitudes que não ajudam a criar uma
boa relação e um bom clima, o que todos queremos."Na quinta-feira, 26, o
ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, poderá se reunir com
o secretário de Estado, John Kerry, para continuar a discussão em torno das
atividades da NSA no Brasil. Na semana retrasada, Figueiredo esteve em
Washington com a conselheira Nacional de Segurança, Susan Rice, em uma conversa
que foi decisiva para o cancelamento da visita.Antes de Kirchner, Dilma recebeu
o ex-presidente Bill Clinton, com quem discutiu as atividades da Clinton Global
Initiative (CGI). A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas,
disse que o teor do discurso
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