Presidente
criticou ação norte-americana durante Assembleia Geral da ONU. Segundo o The
Guardian, resposta de Dilma "representou a reação diplomática de mais alto
nível até agora"24.09.13/REUTERS/Eric Thayer. A presidente Dilma Rousseff
fez um ataque "feroz" à espionagem da Agência Nacional de Segurança
(NSA) dos Estados Unidos em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da
ONU, na avaliação do jornal britânico The Guardian. Em seu discurso na
terça-feira (24), Dilma afirmou que as ações da NSA, que teriam incluído a
espionagem direta das comunicações da presidente brasileira e da Petrobras,
representam uma violação dos direitos humanos e um desrespeito às soberanias
nacionais.As revelações sobre a espionagem da NSA foram feitas pelo jornalista
americano radicado no Rio de Janeiro Glenn Greenwald, com base em documentos
vazados pelo ex analista da NSA Edward Snowden. Para o Guardian, jornal que
publicou as primeiras revelações do escândalo de espionagem da NSA, o discurso
"bravo' "de Dilma "foi um desafio direto ao presidente Barack
Obama, que estava esperando ao lado para pronunciar seu próprio discurso à
Assembleia Geral da ONU". Espionagem
integra lista de 10 temas polêmicos entre Brasil e EUA“Internet não
pode ser usada como campo de guerra”, diz Dilma na ONU.Obama defende
uso de tecnologias para defender os Estados Unidos e o mundo. O
diário avalia que a fala de Dilma "representou a reação diplomática de mais
alto nível até agora" às revelações feitas por Snowden e lembra que Dilma
já havia adiado sua
visita de Estado aos Estados Unidos, prevista inicialmente para o
mês que vem, por conta do escândalo. "Denúncia quente". O discurso
também ganhou espaço no americano The New York Times, que classificou a fala da
presidente brasileira de "denúncia quente" contra os Estados Unidos
sobre as ações da NSA. "Obama tomou nota das queixas, dizendo que os
Estados Unidos estão repensando suas atividades de vigilância como parte de uma
reavaliação mais ampla que incluía a restrição do uso de drones e a
transferência de prisioneiros da prisão da Baía de Guantánamo, em Cuba, e
finalmente o seu fechamento", diz o jornal. Para o New York Times, as
palavras de Obama lembraram um discurso que ele proferiu há alguns meses sobre
a necessidade de os Estados Unidos abandonarem sua "perpétua posição beligerante".
Tratado
internacional é a melhor arma contra espionagem dos EUA, diz especialista
americano. Outro jornal americano, The Washington Post, afirma que
Dilma proferiu uma "reprimenda pungente" da espionagem eletrônica
feita pela NSA.O diário espanhol El País comenta que a presidente brasileira
"não se referiu de maneira expressa aos Estados Unidos em nenhum momento
de seu discurso", mas se mostrou "taxativa na hora de denunciar a
espionagem internacional" .O jornal observa ainda que Dilma 'propôs uma
regulação que assegure um controle maior do uso da internet para evitar esse
tipo de atividades de vigilância, que qualificou como um atentado à
"soberania dos Estados" e à "liberdade de expressão" e como
uma "violação dos direitos humanos''.
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