
Como uma rainha que conquistou seu
império, Beyoncé subiu ao Palco Mundo -- já na madrugada do sábado (14) -- para
encerrar a primeira noite do Rock in Rio 2013 com o público na mão, efeitos no palco e
muita jogação de cabelo. Com a maquiagem pesada, a diva pop abriu sua
apresentação com a espécie de grito de independência feminino "Run The
World (Girls)", emendado com "End of Time", hits de "4",
seu disco mais recente. O show teve direito até a "Passinho do Volante
(Funk do Lelek)", hit do MC Federado e os Lelekes. Para surpresa geral dos
fãs, a cantora até tentou emular um "quadradinho", já no fim do show.Quem
resistiu até o fim -- ou não dormiu embriagado na grama -- viu que Beyoncé
entregou exatamente o que grande parte do público queria e que outras capitais
brasileiras já tinham visto: uma turnê nova, com versões mais pesadas de seus principais
sucessos. Durante alguns momentos, as novas caras das faixas mais se pareciam
com remixes esquizofrênicos, que dialogavam com a história por trás da turnê,
contada através de vídeos e interlúdios. "Estou me sentindo em um parque de
diversões. E ela é o brinquedo maravilhoso", disse Gustavo Bacelar, 21,
que dançou e se jogou em "Crazy In Love". Ele, porém, faz sua
reclamação: "Gosto mais da turnê anterior". O motivo? "Ela troca
muito de roupa nessa". Na contagem , foram exatas sete trocas
durante o show."If I Were A Boy" ganhou uma versão menos
dramática, na qual Beyoncé mostrou seu potencial vocal, sozinha
no palco. "Rio! Preciso dizer que estou honrada de estar aqui na frente de
vocês", disse, sorridente. Brincando com a plateia, ela foi de um lado do
outro do palco pedindo aos fãs para repetir "hey, srta. Carter". Em
seguida, cantou "Get Me Bodied", e teve sua sombra e a de suas dançarinas
multiplicadas no telão.Após ver um mar de mãos balançando em
"Irreplaceable", Beyoncé se mostrou surpresa com a quantidade de
pessoas - foram cerca de 85 mil pagantes, mais um bom público para a turnê
"The Mrs. Carter Show", que também passou por Fortaleza e por Belo
Horizonte. Quando elas resolveram gritar em coro "nós te amamos", a
cantora respondeu com beijos, visivelmente emocionada. "Amo estar no
Brasil, mal posso esperar para voltar".Em comum, o quadril, que balançou
freneticamente, a pose com a mão na cintura que a cantora repetiu sempre que possível
e o ventilador direcionado nas madeixas mais curtas."Vocês curtiram tanto
como eu? O show ainda não terminou", avisou a cantora, antes de fazer a
cidade do rock dançar "Single Ladies" - o momento que celebra a pose
"carão" da cantora - pernas posicionadas, mão na cintura e um leve olhar
de soslaio para o público.O show no Rock In Rio foi mais curto do que costumam
ser as apresentações do "The Mrs. Carter Tour". Para se encaixar na
programação do festival, Beyoncé deixou de lado algumas canções como
"Survivor", "I Care" e a nova "Grown Woman".
Maikon Munhoz, 20, chegou a desmaiar durante o show. Já recuperado, comentou:
"Amei essa turnê, mas acho que faltaram muitas músicas". Como uma
espécie de recompensação, após cantar "Halo" próximo à grade do
público, Beyoncé dançou rapidamente "Passinho do Volante", o famoso
funk do lelek, para delírio da plateia. "Adorei. Valorizou o funk. Ficaria
muito legal se ela fizesse uma música assim", sugere Maikon. Ao lado de
seus dançarinos, ela mexeu o quadril como se quisesse fazer o
"quadradinho", movimento que ficou famoso com a funkeira Anitta e
ganhou nova versão com o Bonde das Maravilhas e seu "Quadradinho de
Oito". A "homenagem", no entanto, foi muito rápida. Beyoncé logo
sai do palco e o público canta, com o pouco de energia que resta, a música-tema
do festival. Mais uma vez e felizes. A vez do Brasil: Diva
brasileiríssima, Ivete Sangalo comandou os momentos mais animados da noite até
a chegada de Beyoncé. Acompanhada de 12 músicos e seis bailarinos, a baiana
mostrou no Palco Mundo um show inédito no embalo do disco "Real Fantasia",
lançado no ano passado.Ciente do público que a assistia, que veria ainda o
desfile de hits da dance music do DJ David Guetta antes da atração principal da
noite, Ivete investiu em uma apresentação menos fincada no axé baiano e mais
próxima dos movimentos que ditam o pop internacional. Bem humorada, pediu até
um ventilador no palco --praticamente uma marca registrada da cantora
norte-americana. "Não disse que ia ter ventilador, gente?", brincou
Ivete ao imitar a pose de Beyoncé, com a mão na cintura e os cabelos em
movimento. O show de Ivete agradou fãs ortodoxos do pop, marmanjos, gays,
jovens e senhoras logo na terceira música, "Arerê". "Eu queria
entender por que eu sinto essas coisas dentro de mim. Sou uma cantora
brasileira sendo aplaudida no meu país", disse, após encarar o público por
alguns segundos, emocionada. "Eu amo esse país. A gente é o poder". Em
meio à micareta em que se transformou a Cidade do Rock, Ivete também fez uma
versão para "Love of My Life", do Queen, e foi recebida com coros de
"é a melhor do Brasil". Ela agradeceu por estar mais uma vez no
festival é a sua oitava participação no evento, entre shows no Brasil, Lisboa e
Madri.
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