Marapé completa 59 anos com investimentos em educação e saúde

quarta-feira, 12 de junho de 2013




Berço tradicional do samba e “casa” da União Imperial e do Ouro Verde,  Marapé, com seus 22 mil habitantes, completou ontem (12/06) 59 anos de existência, com a certeza de que a educação e a saúde são áreas em processo de plena evolução.

        Na educação, não bastasse o fato da região ser contemplada com cinco unidades municipais (José da Costa Barbosa - educação infantil, Padre Francisco Leite - educação infantil (creche), Alcides Lobo Viana - educação infantil, Ayrton Senna da Silva - ensino fundamental (6º ao 9º) e Olavo Bilac - ensino fundamental (1º ao 5º)), com atendimento à 1.600 alunos, uma dessa escolas passa por processo de significativa adaptação para melhor atender um público bastante especial, os deficientes físicos.

        Para melhorar a infraestrutura e a acessibilidade da escola Alcides Lobo Viana, passa uma série de intervenções na unidade que atende mais de 300 estudantes de educação infantil. São elas a reforma parcial dos telhados, impermeabilização da laje dos acessos externos, reforma de vestiários (um será adaptado para deficientes), construção de rampas, colocação de piso tátil, troca dos pisos da quadra e de áreas frontais às salas de aula, além de novas portas.

         A obra é supervisionada pela Siedi (Secretaria de Infraestrutura e Edificações), com investimento de R$ 339.772,00 e previsão de entrega para o mês que vem.

        Na Saúde, a população conta com a Unidade Básica na Rua São Judas Tadeu, 115, que realiza mensalmente 4 mil atendimentos. Atualmente, o posto passa por reforma estrutural nos dois pavimentos, com pintura e intervenção no telhado, com impermeabilização da cobertura.

        As partes elétrica e hidráulica também serão trocadas. Todas as dependências do prédio vão ganhar novas louças e acessórios sanitários. Tanto na parte interna quanto externa da unidade haverá mobiliário novo para acomodar pacientes e funcionários.

        A previsão é de que os trabalhos estejam concluídos até agosto. O custo da obra é R$ 190.398,00.



HISTÓRIA



O Marapé mescla comércio, residências, onde alguns moradores ainda cultivam o hábito de colocar cadeiras nas calçadas nos dias mais quentes para o papo com os vizinhos, e empreendimentos imobiliários.

Os historiadores dizem que o nome do bairro é uma evolução de Parapé (depois Marapé), de pera, que significa mar, e pé, caminho. Ou seja, Marapé significa caminho do mar e faz alusão a um antigo caminho dos indígenas, único que existiu durante alguns séculos, comunicando parte da ilha, perto do Estuário, a outra, na direção do mar grosso. Esse caminho partia do porto, região da Alfândega, passava junto a Itororó, acompanhava o Monte Serrate, galgava a lombada existente junto à Santa Casa, descia para a várzea do Jabaquara e dali, sempre acompanhando os morros, passava pelo Marapé, saindo, por fim, na praia.




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