Berço tradicional do samba e “casa” da União Imperial e do Ouro
Verde, Marapé, com seus 22 mil habitantes,
completou ontem (12/06) 59 anos de existência, com a
certeza de que a educação e a saúde são áreas em processo de plena
evolução.
Na educação, não bastasse o fato da região ser contemplada com cinco unidades municipais (José da Costa Barbosa
- educação infantil, Padre Francisco Leite - educação infantil
(creche), Alcides Lobo Viana - educação infantil, Ayrton Senna da Silva - ensino fundamental (6º ao 9º) e Olavo Bilac -
ensino fundamental (1º ao 5º)), com
atendimento à 1.600 alunos, uma
dessa escolas passa por processo de significativa adaptação para melhor
atender um público bastante
especial, os deficientes físicos.
Para
melhorar a infraestrutura e a acessibilidade da escola Alcides Lobo Viana,
passa uma série de intervenções na unidade que
atende mais de 300 estudantes de educação infantil. São elas a reforma
parcial dos telhados, impermeabilização da laje dos acessos externos, reforma de vestiários (um será adaptado para
deficientes), construção de rampas, colocação de piso tátil, troca dos
pisos da quadra e de áreas frontais às salas de aula,
além de novas portas.
A obra é supervisionada
pela Siedi (Secretaria de Infraestrutura e Edificações), com
investimento de R$ 339.772,00 e previsão de entrega para o mês que vem.
Na Saúde, a população conta com a Unidade Básica na Rua São Judas Tadeu, 115, que
realiza mensalmente 4 mil atendimentos. Atualmente, o posto passa por reforma
estrutural nos dois pavimentos, com pintura e intervenção no telhado, com
impermeabilização da cobertura.
As partes elétrica e hidráulica também serão trocadas. Todas as dependências do prédio vão ganhar novas louças e acessórios sanitários. Tanto na parte interna
quanto externa da unidade haverá mobiliário novo para acomodar
pacientes e funcionários.
A previsão é de que os trabalhos estejam
concluídos até agosto. O custo da obra é R$ 190.398,00.
HISTÓRIA
O Marapé mescla comércio, residências, onde alguns moradores
ainda cultivam o hábito de colocar cadeiras nas
calçadas nos dias mais quentes
para o papo com os vizinhos, e empreendimentos imobiliários.
Os historiadores dizem que o nome do bairro é uma evolução de Parapé (depois Marapé), de pera, que significa mar,
e pé, caminho. Ou seja, Marapé significa caminho do mar e
faz alusão a um antigo caminho dos indígenas, único que existiu durante
alguns séculos, comunicando parte da
ilha, perto do Estuário, a outra, na direção do mar grosso. Esse caminho
partia do porto, região da Alfândega, passava junto a Itororó, acompanhava o Monte Serrate,
galgava a lombada existente junto à Santa Casa,
descia para a várzea do Jabaquara e dali,
sempre acompanhando os morros, passava pelo Marapé, saindo,
por fim, na praia.
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