Apadrinhamento é esperança para crianças carentes

terça-feira, 30 de abril de 2013


                           Proposta atende a quem tem poucas chances de adoção
Cerca de 15 crianças e adolescentes atendidas da Instituição de Acolhimento São Francisco de Assis, em Praia Grande estão em busca de alguém que possa lhes dar afeto e carinho. Para possibilitar esse gesto, foi criado o projeto Apadrinhamento Afetivo, que permitem que adultos possam apadrinhar os abrigados, levando-os para passear, participando de reunião de pais na escola entre outras atividades.

Trata-se de uma proposta que envolve diversos órgãos governamentais, em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, possibilitando que pessoas da sociedade civil assumam responsabilidade como padrinhos ou madrinhas de crianças e adolescentes acolhidos na Instituição, tudo de acordo com a Justiça.

São jovens e crianças com situação jurídica definida, porém possibilidades remotas ou inexistentes de colocação em família substituta, em razão de terem mais de cinco anos.

De acordo com a coordenadora da instituição, Lívia Ferreira da Silva, no abrigo as crianças têm cinco refeições por dia, além de biblioteca, sala de jogos e área externa para lazer, mas elas querem mais que isso. “As crianças querem alguém que dê carinho e atenção especial. Elas precisam se sentir valorizadas e o apadrinhamento é uma ótima opção para quem quer compartilhar amor com essas crianças”, destaca.

Experiência – O casal Marcus Paulo de Carvalho e Lygia Magri têm um filho de 8 anos. Mesmo assim, encontraram uma nova companhia para os finais de semana. Um menino de 11 anos foi apadrinhado por eles há alguns meses, mas já é visto quase como irmão pelo filho do casal. O quarto é compartilhado e a atenção também. Nas viagens do casal, o pequeno apadrinhado é presença certa. Quando não aparece nos encontros familiares, as pessoas perguntam sobre o garoto.

A convivência com a família de Lygia fez com que o menino começasse a mostrar uma parte de sua personalidade até então desconhecida. “Na instituição o atendimento é generalizado. Em casa, na hora das refeições, percebo que tem alimentos que ele gosta mais. A mesma coisa acontece na hora de brincar, ele já demonstra o que gosta e o que não gosta”, disse.

Para participar do programa, os interessados precisam preencher alguns requisitos, entre eles ser maior de 18 anos, residir em Praia Grande e responder a um questionário na instituição. Não é preciso ser casado. O prazo para as inscrições termina no próximo dia 15.

Para obter mais informações sobre o Programa os interessados podem entrar em contato pelo telefone 3496-5014 ou 3496-5118.
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