Diretora da UTI Geral foi presa suspeita de provocar a morte de pacientes
Nenhum funcionário ou representante da diretoria do Hospital Evangélico quis se pronunciar sobre o ato realizado neste domingo. Apenas afirmaram que é um gesto de apoio à instituição. Nem mesmo grupos internos, como o centro acadêmico dos estudantes da Faculdade Evangélica (ligada ao hospital), se posicionaram sobre os últimos fatos. Após o abraço, todos bateram palmas, realizaram orações e promoveram um minuto de silêncio. O ato durou cerca de 15 minutos e contou ainda com funcionários que estavam de folga e familiares de quem trabalha no hospital.
O secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, lembrou que o Hospital Evangélico forma profissionais de saúde. "Tem que fazer a separação do joio do trigo. Comprovada a culpa, a investigação está ocorrendo há mais de um ano, a Justiça vai saber o que fazer", comentou após o ato em frente ao hospital.
O secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, também esteve na manifestação e disse que a iniciativa do corpo clínico em fazer o ato demonstra o quanto a instituição é forte. "O Hospital Evangélico também tem uma importância absoluta para Curitiba, para o Paraná, no ponto de vista da prestação de saúde. Um terço do atendimento de urgência de Curitiba e Região é realizado no Evangélico. O evento que aconteceu é gravíssimo. Não podemos não ver a dimensão da gravidade do que aconteceu", declarou.
De acordo ele, as três esferas de governo estão envolvidas na sindicância desde que o problema veio à tona, além de garantir a manutenção do funcionamento do Evangélico. "Este hospital é vital para Curitiba. A saúde de Curitiba passa pelo Hospital Evangélico", ressaltou Massuda. Ele e o prefeito Gustavo Fruet estiveram ontem na instituição e conversaram com pacientes e funcionários. "Este fato não pode contaminar o resto do hospital. A visita do prefeito foi para cumprimentar todos os funcionários e dar apoio para que continuem trabalhando", disse o secretário.
O Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) informou que representantes da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública de Curitiba e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública se reuniram ontem com as secretarias municipal e estadual de Saúde. O MP-PR, por meio de nota, reiterou que as investigações não afetam a qualidade técnica nos serviços prestados pelo hospital.
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