Político foi cassado e perdeu direito de se candidatar até 2018 por causa do mensalão.
O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, afirmou nesta quinta-feira (10) que pretende voltar ao Congresso, mas disse que não acredita na possibilidade de a Câmara dos Deputados aprovar uma anistia para quem, como ele, perdeu o mandato por envolvimento com o mensalão.
Na semana passada, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), também réu no processo sobre o caso que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), incluiu a proposta de perdão na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que ele mesmo preside.
Na semana passada, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), também réu no processo sobre o caso que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), incluiu a proposta de perdão na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que ele mesmo preside.
Jefferson foi quem revelou o mensalão, um suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares para que dessem apoio político ao governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O escândalo veio à tona em 2005.
Atualmente, o processo que corre no Supremo tem 38 réus. Além de Jefferson, também perdeu o mandato de deputado e responde na Justiça o petista José Dirceu, que à época era ministro da Casa Civil.
O presidente do PTB teve os direitos políticos suspensos por 13 anos, punição que ele considera “excessiva”. Sobre a anistia proposta por João Paulo Cunha, o político disse não acreditar na aprovação da medida.
- A pressão da opinião [pública] é muito grande contra isso. Não haverá anistia para nenhum cassado.
Além de Jefferson e Dirceu, foi cassado também Pedro Corrêa (PP-SP). Quando puder se candidatar novamente a um cargo eletivo, a ideia do delator do mensalão é tentar voltar à Câmara.
- Eu fui cassado por 13 anos. É um excesso. Só posso voltar em 2018. É muito tempo.
Embora o julgamento do mensalão no Supremo seja esperado para o próximo ano, Jefferson afirmou que pressões políticas devem adiá-lo ainda mais, já em que 2012 haverá eleições municipais.
- Ela [a ação] não será julgada ano que vem, porque é muito em cima da eleição. Haverá pressões políticas e o Supremo é sensível a essas pressões. Creio que esse julgamento virá no segundo semestre, depois das eleições, ou em 2013.
Para o ex-deputado, que foi homenageado hoje pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o mensalão foi o “prelúdio” da série de escândalos que tem atingido o governo da presidente Dilma Rousseff. Usando um bordão de Lula, Jefferson ressaltou que, “não houve, nunca antes na história desse país, uma coleção tão grande de escândalos”.
Fonte: Portal R7
Postado em: 10/11/2011
- O mensalão foi o prelúdio, mas hoje nós estamos vivendo toda a história. As condutas são muito irregulares.

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