Material estava estocado em cerca de 300 caixas; polícia chegou até o local após receber uma denúncia anônima Uma semana depois de uma loja que comercializava fogos de artifício explodir no bairro Silveira, em Santo André, deixando duas pessoas mortas, 12 feridos e casas destruídas, mais de 1,6 toneladas de explosivos foram encontrados em uma oficina de funilaria e pintura na rua Coimbra, na Vila Pires. O material, estocado foi encontrado por volta das 10h30 desta quinta-feira (1º/10) pela Polícia Militar após uma denúncia anônima e teria sido levado até o local dois dias depois da explosão da loja no bairro Silveira.
"Quando chegamos no local encontramos um funcionário trabalhando ao lados dos fogos", contou o sargento Peruzzo, que esteve no local. Segundo ele, dentro da funilaria havia gasolina, solventes e acetileno. "Poderia ter ocorrido um desastre", completou.Por volta das 14h45 um furgão do esquadrão de bombas do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) chegou até o local para auxiliar a retirada dos explosivos. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, peritos do Instituto de Criminalística estiveram presentes no local e os materiais de pirotecnia deverão ser guardado e destruídos em uma unidade do Exército. Durante a tarde, Castellani e o cunhado Fernandes foram ouvidos pelo delegado titular do 3º DP, Alberto Alberto José Mesquita Alves, e assinaram um termo circunstanciado que será encaminhado para a Justiça. A prisão de nenhum deles foi decretada. Ambos saíram em um veículo da marca Audi sem falar com a imprensa. Entretando, o dono da oficina contou ao delegado que nunca havia estocado explosivos anteriormente. "Nunca desconfiei que poderia haver explosivos dentro da oficina", diz Dirce Micchi, moradora da rua Coimbra. "Nunca percebi nenhum tipo de movimentação estranha. Se eu soubesse disso não conseguiria nem dormir de tanto medo", conta Magdalena Imgrund Eiras, também moradora local. InvestigaçãoSandro Castellani também esteve na delegacia na última quarta-feira (30/09) para prestar mais esclarecimentos à peritos do IC sobre a explosão. O comerciante responde em liberdade pelo crime de explosão, dois homicídios, lesões corporais e danos materiais. O laudo do IC deve sair até o fim deste mês.
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