Letícia,26 anos luta contra o preconceito e a falta de patrocínio no boxe profissionalé natural de São Bernardo do Campo (SP). Vice-campeã brasileira de boxe, ela precisa trabalhar em um escritório de contabilidade para se manter e não tem nenhum patrocínio remunerado. "Temos seis lutadoras profissionais no Brasil. A nossa vida é muito difícil. Toda atenção no esporte brasileiro é dada ao futebol, os outros esporte as pessoas esquecem de investir", disse Letícia, ao se referir às colegas que passam pela mesma situação.Letícia, além de trabalhar com contabilidade, dá aula em mais duas academias. Os patrocínios são na forma de permuta. "Eu ganho roupas e luvas de graça, e em troca divulgo as marcas. A mesma coisa acontece na academia onde treino, que divulgo e não pago nada pelo treinamento", afirmou Letícia.Segundo a boxeadora, a modalidade tem ainda maior dificuldade, pois é encarada como um esporte que visa à violência. Letícia entrou para o boxe aos 21 anos. "Comecei para perder peso. Apaixonei-me e comecei a lutar no amador, para depois virar profissional".
A tristeza da lutadora fica por conta de que não é possível viver do boxe. "A gente só ganha para lutar. Não temos ajuda de ninguém. Por isso trabalhamos fora".As lutadoras, após virarem profissionais, não podem lutar contra as amadoras, daí a dificuldade para marcar confrontos nacionais, já que são só seis lutadoras, de diferentes pesos. Pior ainda a vida das amadoras, que muitas vezes pagam para lutar.Adriana Sales, 38, é outra boxeadora profissional e disse que o começo de carreira foi o mais difícil. "Queria treinar boxe, e meu primeiro treinador, Messias Gomes, não queria ter responsabilidade de treinar uma mulher. Até que viajei par
a o Panamá, fiz uma semana de treino, lutei e perdi. Trouxe as fitas para o Gomes, que falou: 'Agora tenho que te ensinar a bater, pois você só apanhou'. Dessa forma comecei e levar o boxe como profissão", conta.Adriana afirmou, ainda, que fez algumas lutas internacionais, onde "se ganha dinheiro de verdade", mas que também dá aula de boxe para garantir seu sustento. Adriana Sales planeja ser campeã mundial. "Já era para eu ter conquistado o título, mas me 'roubaram'. Falta pouco". Tanto Letícia quanto Adriana não sabem quando subirão no ringue. Assim como as próximas lutas, a carreira das lutadoras brasileiras segue indefinida.Nocaute no preconceito Além da dificuldade de sobreviver no esporte, as lutadoras enfrentam o preconceito de praticar um esporte considerado masculino. Ao conquistarem seu espaço, muitos duvidam da feminilidade das lutadoras. Letícia Rojo logo descarta essa desconfiança. "Levo uma vida normal. Minha vaidade não muda por causa do esporte. Adoro sair, usar salto alto e rosa. Essa é nossa diferença, dar nosso jeitinho feminino praticando um esporte dos homens", afirmou Letícia, que já foi casada e tem um filho de 8 anos. Hoje, namora um treinador de Muay Tai (luta tailandesa).Adriana Sales concorda com Letícia. "O boxe traz o preconceito por ser um esporte masculino. E quando a gente consegue nosso espaço falam que as lutadoras são homossexuais. Claro que podem ter homossexuais, como em qualquer lugar. Mas não podem generalizar", ressaltou a lutadora.Adriana ainda conta um caso de preconceito do início de carreira. "Era modelo e depois virei lutadora de boxe. Todo mundo comentava que 'a loirinha' iria desfilar, não aguentaria lutar de verdade. Somente depois foram começar a respeitar. Foi complicado".
a o Panamá, fiz uma semana de treino, lutei e perdi. Trouxe as fitas para o Gomes, que falou: 'Agora tenho que te ensinar a bater, pois você só apanhou'. Dessa forma comecei e levar o boxe como profissão", conta.Adriana afirmou, ainda, que fez algumas lutas internacionais, onde "se ganha dinheiro de verdade", mas que também dá aula de boxe para garantir seu sustento. Adriana Sales planeja ser campeã mundial. "Já era para eu ter conquistado o título, mas me 'roubaram'. Falta pouco". Tanto Letícia quanto Adriana não sabem quando subirão no ringue. Assim como as próximas lutas, a carreira das lutadoras brasileiras segue indefinida.Nocaute no preconceito Além da dificuldade de sobreviver no esporte, as lutadoras enfrentam o preconceito de praticar um esporte considerado masculino. Ao conquistarem seu espaço, muitos duvidam da feminilidade das lutadoras. Letícia Rojo logo descarta essa desconfiança. "Levo uma vida normal. Minha vaidade não muda por causa do esporte. Adoro sair, usar salto alto e rosa. Essa é nossa diferença, dar nosso jeitinho feminino praticando um esporte dos homens", afirmou Letícia, que já foi casada e tem um filho de 8 anos. Hoje, namora um treinador de Muay Tai (luta tailandesa).Adriana Sales concorda com Letícia. "O boxe traz o preconceito por ser um esporte masculino. E quando a gente consegue nosso espaço falam que as lutadoras são homossexuais. Claro que podem ter homossexuais, como em qualquer lugar. Mas não podem generalizar", ressaltou a lutadora.Adriana ainda conta um caso de preconceito do início de carreira. "Era modelo e depois virei lutadora de boxe. Todo mundo comentava que 'a loirinha' iria desfilar, não aguentaria lutar de verdade. Somente depois foram começar a respeitar. Foi complicado". Agora um bate papo com a Letícia:
Quando vc começou a praticar esportes ?
- Nunca fui muito ligada a esportes, sempre gostei mas tinha preguiça de treinar.O unico esporte que conseguiu me prender por mais de 3 meses foi o boxe,que começei a 2 anos atras.
Como se deu a ida para o Boxe , porquê esse esporte ?
- Queria um esporte que trabalhasse meu físico, minha mente e meu espirito, no boxe encontrei td isso e um pouco mais.
Vc faz algum trabalho para melhorar seu condicionamento fisico ?
- Sim, o boxe exige muito do atleta, por isso um bom condicionamentofisico é fundamental.Eu treino todos os dias e além do boxe faço corridas diarias e musculação.
Sua estréia foi contra a DUDA YANKOVICH ( atual campeã mundial ) veterana em esportes de combate ,como foi essa estréia ?
- Sempre tive a Duda como um ídolo, lutar com ela foi a concretização de um grande objetivo. Fiquei muito feliz com o resultado da luta e agora espero uma revanche.
Você tem algum tipo de apoio ?
- Sim recebo alguns apoios, mas ainda é muito dificil viver só do esporte no Brasil, ainda mais do boxe feminino, é uma batalha diaria dentro e fora do ringue, rsrs.
- Nunca fui muito ligada a esportes, sempre gostei mas tinha preguiça de treinar.O unico esporte que conseguiu me prender por mais de 3 meses foi o boxe,que começei a 2 anos atras.
Como se deu a ida para o Boxe , porquê esse esporte ?
- Queria um esporte que trabalhasse meu físico, minha mente e meu espirito, no boxe encontrei td isso e um pouco mais.
Vc faz algum trabalho para melhorar seu condicionamento fisico ?- Sim, o boxe exige muito do atleta, por isso um bom condicionamentofisico é fundamental.Eu treino todos os dias e além do boxe faço corridas diarias e musculação.
Sua estréia foi contra a DUDA YANKOVICH ( atual campeã mundial ) veterana em esportes de combate ,como foi essa estréia ?
- Sempre tive a Duda como um ídolo, lutar com ela foi a concretização de um grande objetivo. Fiquei muito feliz com o resultado da luta e agora espero uma revanche.
Você tem algum tipo de apoio ?
- Sim recebo alguns apoios, mas ainda é muito dificil viver só do esporte no Brasil, ainda mais do boxe feminino, é uma batalha diaria dentro e fora do ringue, rsrs.
Deixe um recado pra Galera?
Obrigada pela força, pelo apoio de todos vcs !!Valeu Galera ! parabéns pelo trabalho.
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