Antes de mais nada, um "significado" de metafísica e oncologia (bem abstratos):"Metafísica é um ramo da filosofia que estuda a essência do mundo. A saber, é o estudo do ser ou da realidade. A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres." (Wiki)
Existe até um livro (não li, não conheço o autor, não vou
julgá-lo) sobre o tema. Chama-se "As Crônicas de Nárnia e a Filosofia".Fora a parte de Nárnia ser um mundo paralelo e alternativo, analisa-se muitas outras coisas que podemos ligar não só a Filosofia, mas também com a religião (morte e ressurreição de Aslan em "O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa", comparada à vida de Cristo; a criação de Nárnia em "O Sobrinho do Mago", comparada ao início do mundo; e a destruição de Narnia e a criação de uma nova em "A Última Batalha", comparada ao livro bíblico de Apocalipse). Lewis era um ex-ateu que se converteu ao cristanismo. Era filósofo, escritor e professor de literatura e inglês. Então existem inúmeras ligações filosóficas, literárias e religiosas ao longo dos livros. Vale lembrar que esses não foram os únicos livros que ele escreveu, foram inúmeras obras, mas esta foi a que o deixou mais conhecido, digamos assim.
Ele achava que contos de fada não eram apenas para crianças. E, junto com seu amigo J.R.R. Tolkien (autor de "O Senhor dos Anéis"), tentava mudar a mentalidade das pessoas e fazer os adultos voltarem a gostar de contos de fadas, porque acreditava que antigamente, na época de Artur e Excalibur, as obras de fantasia era feitas principalmente para os adultos. Então seu livros, e os de Tolkien vinham ao público com outras intensões além do entretenimento. Acredito que essa sim devemos considerar como uma boa literatura, diferente de certas de hoje que não vale nem a pena citar, mas que estão até virando filmes.
"Lewis cria em Nárnia, um lugar perfeito, onde os animais falam e seres mitológicos e reais dividem o mesmo espaço, mantendo uma forte amizade e uma doce harmonia." (Literatura Fantástica)
Para terminar segue uma passagem do livro "A Cadeira de Prata", que vi um blog recomendar. Trata-se de um dircurso do brejeiro à feiticeira, discutindo sobre o real e o imaginário:
“Uma palavrinha, dona – disse ele, mancando de dor –, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo – árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que eu estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.” (Diferença Nenhuma)
Agora só reflita!
FONTE: Blog do Phelps
0 comentários:
Speak up your mind
Tell us what you're thinking... !